Nosso Bairro


Felipe Camarão: O Berço da Cultura Potiguar

Para todos os leitores
Quero me apresentar
Eu sou Sírlia Lima
E em versos vou falar
Porque aprecio a cultura
E as belezas do lugar

Quando a inspiração chega
Entro logo em ação
Pego lápis ou caneta
Sempre com papel na mão
Vou falar sobre o bairro
De Felipe Camarão

Situado na Zona oeste
É um bairro muito belo
Data de sessenta e oito
Fundado por Agnelo
Foi criada uma Lei
E bateram o martelo

Um bairro cercado por Dunas
E também contradição
Se de um lado tem cultura
De outro tem preocupação
Se a droga adentrou
A cultura é a salvação

O povo de Felipe Camarão
É um povo habilidoso
Que luta por seus direitos
Nunca fica ocioso
E hoje suas conquistas
Deixa o povo orgulhoso

A população foi à luta
Desde a sua fundação
Todos se empenharam
Em forma de mutirão
E às autoridades
Faziam reivindicação

Foi por meio do trabalho
Não à custa de esmola
E assim foi construída
A primeira escola
Um povo que luta
É um povo que decola

A união do povo
Tem caráter identitário
Construíram a igreja
E o centro comunitário
O povo não se acomoda
Tem espírito libertário

Lutar por seus direitos
É do povo a diretriz
Conseguiram posto médico
Clínica e chafariz
O poder emana do povo
A democracia diz


Se de um lado vemos Dunas
Em nosso olhar vemos a tela
Que nos traz a natureza
Com nuances muito belas
Mas também existe gente
Que habita na favela

Devemos voltar o olhar
Com gestos de candura
Enxergar que mora gente
Que vive sem estrutura
Pela falta do emprego
Já vive de amargura

A mídia com seu poder
Criou a fama de mal
Nesse bairro que é tão belo
Da cidade de Natal
Só enfatiza o bairro
Em crônica policial

A cultura em neste bairro
Impulsiona, fervilha
Palpita no coração
E o povo segue a trilha
Com a ginga da capoeira
Com a arte o povo brilha

As artes que lá existem
É do povo o tesouro
Tem Boa vontade
E também Cordão de ouro
Vamos expandir a arte
Para o futuro vindouro

Felipe Camarão
É orgulho para o Brasil
Espalhou-se pelo mundo
O nosso Pastoril
Tem o Peixe encantado
Que é do povo varonil

Sei que não falei de tudo
Mas aqui vou encerrar
Eu tracei um perfil
Espero te agradar
Eu me chamo Sírlia Lima
Sou poeta popular
Sírlia Lima


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Conexões com a arte de fazer e tocar rabeca



O projeto Conexão Felipe Camarão realizará de 18 a 25 de março um curso de lutheria de rabeca, aberto a estudantes de escolas públicas e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte - IFRN. O curso, que será realizado na sede do Conexão Felipe Camarão (aulas práticas) e no IFRN/Campus Cidade (aulas teóricas), é fruto de uma parceria entre o Conexão Felipe Camarão e o IFRN, com o patrocínio do Banco do Nordeste – BNB. 



Projeto Conexão Felipe Camarão promoverá oficinas e também um encontro de rabequeiros

O objetivo é formar luthiers aptos a disseminar a cultura de tradição nordestina através da rabeca. As aulas serão ministradas pelo professores Fabio Vanini (luthier de SP), Janildo Dantas (luthier do RN) e Roderick Fonseca (Prof. do IFRN)  para estudantes interessados em aprender a arte de construir o instrumento. As inscrições poderão ser feitas de 15 a 18 de março e terá um número de vagas limitado. No dia 23, o projeto vai realizar o Encontro Rabecas e Rabequeiros, com uma programação especial. 



A rabeca é um instrumento de origem árabe, tendo-se notícias de sua utilização desde a Idade Média. Instrumento de arco, que soa por fricção, espécie precursora do violino, de feitura popular. A rabeca é um instrumento musical de cordas friccionadas, encarado como uma versão mais rústica do violino. Apesar da evidente semelhança entre os dois, a rabeca pode ser considerada como um instrumento com identidade própria, uma vez que se distingue do violino em muitos aspectos - principalmente na construção e no modo de tocar. A rabeca não possui um padrão universal, como o violino, apresentando muitas variações no tamanho, formato, número de cordas, afinações utilizadas e materiais empregados em sua confecção. 



Serviço:

Curso de Lutheria de Rabeca. De 18 a 25 de março. Inscrições:   Associação Cia Terramar (3201-1145) ou sede do Conexão F. Camarão (3605-1854).  O curso é gratuito.